Bancários cobram avanços em negociações e categoria pode discutir greve após 11ª rodada
Presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Eritan Machado, aponta reivindicações por valorização salarial, melhores condições de trabalho e ampliação do atendimento à população
O presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Eritan Machado, afirmou que a categoria poderá avançar para uma greve mais prolongada caso não haja progresso nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e os bancos públicos.
Em entrevista ao radialista Jorge Teles, durante um café da manhã promovido pelo sindicato em comemoração ao Dia do Bancário, celebrado em 28 de agosto, Eritan informou que já foram realizadas dez rodadas de negociação, sem uma definição. Uma 11ª rodada está prevista para esta quinta-feira.
"Nós esperamos que a Fenaban possa reconhecer o esforço que estamos fazendo para entregar os lucros e os resultados que eles esperam", afirmou.
Segundo o dirigente sindical, enquanto as instituições financeiras apresentam resultados positivos, os trabalhadores convivem com preocupações relacionadas a demissões, fechamento de agências e aumento do adoecimento profissional.
Eritan citou que, no ano passado, os maiores bancos do país registraram, em conjunto, lucro superior a R$ 180 bilhões. Na avaliação do presidente do sindicato, parte desses resultados deveria ser refletida na valorização dos trabalhadores e na melhoria dos serviços oferecidos aos clientes.
Categoria admite possibilidade de greve
Eritan Machado lembrou que os bancários já realizaram uma paralisação no último dia 20 e afirmou que uma mobilização de maior duração poderá ser discutida caso as reivindicações continuem sem avanço.
"Se o nosso esforço não for reconhecido, a única saída legal que a gente tem é paralisar, é fazer uma greve mais prolongada para que os banqueiros comecem a olhar para a nossa realidade", declarou.
Antes de qualquer definição, o sindicato realizará uma plenária nesta quinta-feira (27) para apresentar os informes das negociações, mobilizar os trabalhadores e discutir os próximos passos da campanha salarial.
Salário, assédio e saúde estão entre as reivindicações
Entre os principais pontos defendidos pela categoria estão a valorização salarial, medidas contra o adoecimento dos trabalhadores e o combate ao assédio moral e sexual no ambiente bancário.
As reivindicações também incluem questões que, segundo o sindicato, atingem diretamente os clientes, como a abertura de mais agências, contratação de novos bancários e melhoria dos sistemas utilizados pelas instituições financeiras.
Para Eritan, a redução no número de funcionários e de unidades físicas acaba refletindo diretamente na qualidade do atendimento.
"Quanto mais agências são fechadas, quanto mais bancários são demitidos, os clientes ficam sem opção para serem atendidos", ressaltou.
Café reúne bancários antes do dia da categoria
Além das negociações salariais, a entrevista aconteceu durante um tradicional café da manhã organizado pelo Sindicato dos Bancários para antecipar as comemorações pelo Dia do Bancário, celebrado nesta sexta-feira (28).
Segundo Eritan, o encontro busca aproximar profissionais da ativa, antigos colegas e novos integrantes da categoria.
"A casa do bancário é o sindicato. Aqui os bancários acabam reencontrando velhos amigos e se aproximando dos novos amigos. Precisamos cada vez mais de solidariedade e de fortalecer os vínculos para enfrentar as dificuldades do dia a dia", destacou.
Para o presidente, a campanha salarial não se limita à remuneração, mas envolve condições de trabalho, saúde dos profissionais e qualidade dos serviços bancários prestados à sociedade.
Entrevista Completa
Portal Jorge Teles WEB
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