Campanha Nacional 2026: Bancários cobram reajuste real e mais contratações; greve não é descartada
O presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Eritan Machado, detalhou os andamentos e as principais reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Segundo o dirigente, as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) já estão na terceira rodada de um total de oito previstas. O processo envolve bancos públicos e privados e abrange pautas que vão além das questões salariais, incluindo a melhoria do atendimento aos clientes e a inclusão de grupos vulneráveis.
Principais Reivindicações
A categoria busca avanços em pontos centrais de trabalho e remuneração:
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Reajuste Salarial: Reposição da inflação mais 5% de aumento real.
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Geração de Empregos: Mais contratações de funcionários e suspensão das demissões.
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Expansão do Atendimento: Abertura de novas agências bancárias para mitigar a sobrecarga nas unidades existentes.
Impacto Direto em Feira de Santana
Eritan alertou para a precarização do atendimento no município em razão do fechamento gradual de agências ao longo dos últimos anos:
"Em Feira de Santana, tínhamos quatro agências do Santander há menos de cinco anos. Hoje restam apenas duas para atender a cidade e a região, o que gera problemas diários de atendimento. O mesmo cenário se repete no Itaú e no Bradesco."
Possibilidade de Greve
Questionado sobre as medidas caso não haja avanço nas tratativas econômicas com a Fenaban, o presidente ressaltou que a prioridade é o diálogo, mas não descartou a paralisação das atividades:
"A greve é o único instrumento que temos caso não haja avanços, embora a intenção seja negociar. No ano passado, os cinco maiores bancos lucraram mais de R$ 70 bilhões. Não há justificativa para negar o reajuste e novas contratações. Se os bancos se irredutírem, podemos partir para a greve."
Entrevista Completa - Eritan Machado Presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana.
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