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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Diretório estudantil critica aumento da tarifa do transporte coletivo em Feira de Santana

Para o movimento estudantil, população paga mais por um sistema com menos ônibus e mais problemas

Diretório estudantil critica aumento da tarifa do transporte coletivo em Feira de Santana
Foto: Marcelo Magalhães / PMFS / Divulgação
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Diretório estudantil critica aumento da tarifa do transporte coletivo em Feira de Santana

O presidente do Diretório Estudantil da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Cefas de Castro Alves, manifestou posição contrária ao reajuste da tarifa do transporte coletivo de Feira de Santana durante reunião do Conselho Municipal de Transportes. Representando o movimento estudantil da universidade, ele afirmou que a proposta defendida pelos estudantes é a rejeição do aumento e o avanço para a implantação da tarifa zero.

Segundo Cefas, o movimento estudantil entende que a população não pode continuar arcando com reajustes sucessivos sem que haja melhoria efetiva na qualidade do serviço. Para ele, estudos já demonstram que a adoção da tarifa zero seria viável economicamente e, em alguns casos, mais barata para o município do que outros serviços públicos, como a coleta de lixo.

Histórico de reajustes e queda na frota

O representante estudantil destacou que, ao longo dos últimos dez anos, a tarifa do transporte coletivo sofreu aumentos expressivos. Em 2016, a passagem custava R$ 3,10 e, atualmente, o valor proposto chega a R$ 5,90, um acréscimo de R$ 2,80 no período.

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Nesse mesmo intervalo, de acordo com Cefas, a cidade perdeu cerca de 96 ônibus da frota. Ele afirmou que, além da redução no número de veículos, os usuários enfrentam problemas frequentes como superlotação, longos intervalos entre os ônibus e falhas mecânicas constantes.

Críticas à qualidade do serviço

Cefas também criticou a condição dos veículos em operação, citando casos de ônibus novos que já apresentaram problemas graves, como superaquecimento e falhas no sistema de ar-condicionado. Linhas como o Expresso Universitário e a linha do Condé foram mencionadas como exemplos de recorrentes dificuldades enfrentadas pelos usuários.

Segundo ele, há veículos totalmente vedados, sem climatização adequada, o que torna as viagens desconfortáveis, especialmente em horários de pico. A baixa quantidade de ônibus em circulação faz com que, quando um veículo apresenta defeito, os usuários aguardem até uma hora ou mais pelo próximo.

Proposta do movimento estudantil

Diante desse cenário, o presidente do DCE da UEFS defende que não há justificativa para o aumento da tarifa. Para o movimento estudantil, a prioridade deveria ser a implantação da tarifa zero, acompanhada da ampliação da frota com ônibus realmente novos, e não veículos reaproveitados de outras cidades após anos de uso.

“O serviço prestado não corresponde ao valor cobrado. O ideal seria garantir transporte público gratuito e de qualidade para a população de Feira de Santana”, concluiu Cefas de Castro Alves.

 

Entrevista Completa -  Cefas de Castro Alves Presidente do Diretório Estudantil da UEFS

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