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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

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Eritam Machado denuncia fechamento de agências e precarização do atendimento bancário em Feira de Santana

Lucros Bilionários e Demissões em Massa: Sindicato Protesta Contra Fechamento de Agências em Feira

Eritam Machado denuncia fechamento de agências e precarização do atendimento bancário em Feira de Santana
Reprodução/Divulgação
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Eritam Machado denuncia fechamento de agências e precarização do atendimento bancário em Feira de Santana

Em entrevista exclusiva ao Portal Jorge Teles, o presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Eritam Machado, detalhou as motivações do protesto realizado nesta terça-feira (17) em frente às agências do Bradesco e Itaú, localizadas na Rua Conselheiro Franco. O movimento denuncia uma contradição latente: lucros recordes das instituições financeiras frente ao fechamento de unidades físicas e demissões em massa.

Lucros Bilionários vs. Demissões

Eritam destacou que, embora o setor bancário apresente resultados financeiros extraordinários, a contrapartida para a sociedade e para os trabalhadores tem sido negativa.

"Os bancos seguem batendo recordes de lucro mas, em contrapartida, vêm cometendo diversos desmandos, como por exemplo, o fechamento de agências aqui em Feira. Nós bancários, mas também os consumidores, sofremos com o fechamento da agência Getúlio Vargas do Bradesco e de duas agências do Itaú — tanto na Presidente Dutra como na Maria Quitéria."

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O presidente citou o caso específico do Bradesco, que lucrou 26 bilhões de reais no último ano, enquanto demitiu mais de 2 mil bancários. Segundo ele, essa redução do quadro funcional gera um efeito cascata:

  • Sobrecarga de trabalho: Os poucos funcionários que permanecem acabam adoecendo devido à pressão pelo cumprimento de metas.

  • Queda na qualidade: O cliente enfrenta filas maiores e atendimento deficitário.

Atendimento aos Finais de Semana

Questionado sobre a abertura das agências aos sábados e domingos — prática adotada pelo Itaú — Eritam esclareceu que o sindicato não se opõe à expansão do horário, desde que as leis sejam respeitadas.

"Não nos opomos à abertura aos finais de semana, mas se os bancos quiserem abrir, que abram contratando mais funcionários e respeitando o que está determinado na Constituição Brasileira e na CLT. Defendemos que a jornada de trabalho seja mantida em 30 horas semanais e 6 horas diárias."

O "Expediente" de Negar Atendimento

Um dos pontos mais críticos abordados foi a estratégia das instituições de "empurrar" o cliente para canais digitais ou correspondentes bancários (lotéricas e internet banking), muitas vezes negando o atendimento presencial na agência.

Riscos e Direitos do Consumidor:

  • Segurança: Em casos de fraude em lotéricas ou canais digitais, os bancos frequentemente se eximem da responsabilidade.

  • Livre Escolha: A legislação garante ao cidadão o direito de escolher onde deseja ser atendido.

  • Impacto Social: Os idosos são os mais prejudicados, sendo forçados a utilizar tecnologias que não dominam ou a abrir contas correntes com tarifas abusivas.

"É um desrespeito à legislação. Se a lei me possibilita escolher onde quero ser atendido e eu quero ser atendido na instituição financeira, ela é obrigada a me atender, e não expulsar o cliente para locais distantes," finalizou Eritam Machado.

 

Entrevista Completa

Jorge Teles e Eritam Machado - Presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana

FONTE/CRÉDITOS: Portal Jorge Teles
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