Fechamento de agências do Itaú gera revolta e sindicato convoca protesto em Feira de Santana nesta segunda (14)
Encerramento da agência Maria Quitéria acirra insatisfação entre funcionários, clientes e comércio; movimento cobra intervenção de autoridades

O fechamento em série das agências do Itaú na Bahia está provocando revolta entre bancários, clientes e comerciantes. Só em Salvador, cerca de 73 mil clientes serão diretamente afetados pelo encerramento de três unidades — a agência de Brotas já fechou as portas no dia 25 de junho, enquanto Cabula e Imbuí encerram atividades até 16 de julho. O clima de insatisfação resultou em protesto de bancários em frente à agência do Imbuí, que funcionava há 25 anos.
A situação chega agora a Feira de Santana, onde o Itaú anunciou o fechamento da agência da Avenida Maria Quitéria em 20 de julho. Com isso, serão cinco agências encerradas na cidade, mesmo com o banco registrando lucro bilionário de R$ 40 bilhões.
O impacto atinge diversas frentes: funcionários enfrentam remanejamento ou demissão, clientes ficam desassistidos e o comércio local sente os efeitos negativos da redução de serviços bancários na região central. Em resposta, o Sindicato dos Bancários de Feira de Santana anunciou uma manifestação para segunda-feira (14), às 9h, em frente à agência do Itaú na Maria Quitéria.
Para Edmilson Cerqueira, diretor do sindicato, é urgente que o Procon, Ministério Público, CDL, Câmara de Vereadores e imprensa intervenham para impedir novas perdas. “Se isso não for contido agora, o comércio terá sérios problemas e os bancários continuarão pagando um preço alto por decisões que priorizam apenas o lucro”, alerta.
O movimento transcende o campo trabalhista e ganha dimensão social: os fechamentos dificultam o acesso a serviços essenciais, precarizam relações de trabalho e enfraquecem a economia local. O que deveria ser modernização revela, na prática, um ciclo de perdas e desvalorização humana.
Portal Jorge Teles WEB
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