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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Preço da arroba do boi recua e movimentação no Campo do Gado sofre impactos em Feira de Santana

Diretor do Complexo Matadouro destaca queda para R$ 260 e aponta desafios com transporte, tecnologia e estrutura inacabada

Preço da arroba do boi recua e movimentação no Campo do Gado sofre impactos em Feira de Santana
Ilustração IA - Jorge Teles Junior
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Preço da arroba do boi recua e movimentação no Campo do Gado sofre impactos em Feira de Santana

Diretor do Complexo Matadouro destaca queda para R$ 260 e aponta desafios com transporte, tecnologia e estrutura inacabada

A tradicional feira de gado realizada às segundas-feiras no Complexo Matadouro do Campo do Gado Novo, em Feira de Santana, está passando por transformações marcadas pela queda no preço da arroba do boi e pela mudança no comportamento dos criadores e compradores.

O diretor do complexo, Márcio Cunha, relatou que a arroba, que já chegou a custar R$ 320, hoje está sendo vendida a R$ 260. Segundo ele, a redução é consequência do recente tarifaço, que afetou o setor, provocando um aumento da oferta no mercado interno. “Com o boi ficando no Brasil, a demanda aumenta e o preço cai”, explicou Márcio.

Apesar da queda, ele avalia que o consumidor final pode ter algum alívio no preço da carne. “Pra quem compra no açougue, pode haver uma melhora. O boi gordo caiu, mesmo que o bezerro continue alto”, acrescentou.

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A feira segue acontecendo todas as segundas-feiras, das 5h às 22h, reunindo criadores e comerciantes de toda a região. No entanto, a quantidade de bovinos no complexo vem diminuindo. Entre os fatores citados, estão o alto custo do transporte — impulsionado pelo preço do diesel — e o uso crescente do WhatsApp como ferramenta de venda direta nas fazendas.

A venda tradicional continua, mas com volume muito menor que antigamente. Muita gente filma o gado no campo e vende direto pelo celular. Isso mudou muito a dinâmica da feira”, detalha o diretor.

Apesar do cenário desafiador, o comércio paralelo no Campo do Gado permanece forte. Lojas de selaria, barracas de comida e pequenos empreendedores ainda garantem movimentação e receita. “Quem vai comprar uma sela, toma café, almoça, movimenta o espaço. Esse comércio não para”, afirma Márcio.

No entanto, há pendências estruturais no complexo que aguardam resolução. Segundo o diretor, a área dos carneiros ainda precisa ser requalificada, com a instalação de nova cobertura e ajustes estruturais. “A reforma foi iniciada, mas ficou incompleta. A expectativa é que o prefeito José Ronaldo conclua essa etapa em breve”, concluiu.

 

Entrevista Completa entre Jorge Teles e Márcio Cunha - Diretor do Complexo Matadouro Campo do Gado Novo

 

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FONTE/CRÉDITOS: Jorge Teles
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