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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Rua Nova é oficialmente declarada bem cultural imaterial de Feira de Santana

Reconhecimento valoriza a história, a musicalidade e as raízes negras do bairro mais tradicional da cidade

Rua Nova é oficialmente declarada bem cultural imaterial de Feira de Santana
Jorge Magalhães - Arquivo
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Rua Nova é oficialmente declarada bem cultural imaterial de Feira de Santana

Reconhecimento valoriza a história, a musicalidade e as raízes negras do bairro mais tradicional da cidade

Foto: Jorge Magalhães - Arquivo

 

O bairro Rua Nova agora é oficialmente um bem cultural de natureza imaterial de Feira de Santana. A sanção foi assinada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, após aprovação unânime de projeto de lei na Câmara Municipal, de autoria do vereador Flávio Arruda, conhecido como Galeguinho SPA.

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O título reforça a importância da preservação da memória coletiva, das manifestações culturais, religiosas, artísticas e gastronômicas do bairro. Com isso, o município passa a reconhecer, proteger e valorizar um dos territórios de maior relevância histórica e simbólica para a cidade, berço de tradições negras e palco de expressões culturais únicas.

A Rua Nova, antes uma fazenda pertencente a dona Pomba — nome popular de Ernestina Carneiro —, se transformou em comunidade quando, há cerca de 80 anos, ela doou terrenos para famílias sem moradia construírem suas casas. Assim nasceu o bairro, marcado pela solidariedade e resistência.

Considerada um quilombo urbano, a Rua Nova é celeiro de música, religião de matriz africana e movimentos culturais. De suas ruas surgiram escolas de samba que marcaram época na Micareta, como a Escravos do Oriente, comandada por Mamãe Socorro, além da Unidos de Padre Ovídio e o Império Feirense.

O som dos tambores e atabaques ecoa forte nas vielas ainda sem pavimentação. De lá também despontaram grupos afro e compositores consagrados como Jorge de Angélica e Dionorina, vozes que traduzem a força poética e cultural da comunidade.

A primeira rua do bairro prestou homenagem ao poeta Augusto dos Anjos, um símbolo da relação entre arte e identidade que o local sustenta até hoje.

O reconhecimento como patrimônio imaterial abre caminho para políticas públicas de fomento, proteção e incentivo à cultura popular, garantindo a preservação das tradições vivas que formam o coração da Rua Nova.

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FONTE/CRÉDITOS: ASCOM/PMFS
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