Sustentabilidade e Renda: Conheça o trabalho da Associação Ginga Recicla em Feira de Santana
Em entrevista exclusiva ao comunicador Jorge Teles, Cláudio Borges (Mestre Paraná) detalha os desafios e as conquistas da reciclagem coletiva na região.
A reciclagem em Feira de Santana vai muito além da questão ambiental; ela é uma engrenagem de sobrevivência e desenvolvimento social para diversas famílias. À frente desse movimento, Cláudio Borges, conhecido como Mestre Paraná, preside a Associação Ginga Recicla, que hoje atua de forma integrada com a Rede Sol e outras quatro entidades parceiras para fortalecer o setor na Princesa do Sertão.
O Poder do Coletivo
Durante a entrevista, Cláudio destacou que o trabalho atual é fruto de uma união estratégica. Inspirados pelo modelo de sucesso aplicado em Salvador e pelo Portal do Sertão, o grupo busca profissionalizar a coleta e o processamento de materiais.
"Hoje o Ginga Recicla, junto com a Rede Sol e outros cooperados, faz um bom trabalho em Feira de Santana. Buscamos parcerias para ter nossa sede coberta e nosso caminhão próprio, transformando o que é social em voz e vez", afirmou o presidente.
Como funciona a logística da reciclagem
Apesar da importância do serviço, a associação ainda enfrenta gargalos logísticos. Atualmente, a operação funciona da seguinte forma:
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Coleta: Realizada diariamente por meio de carroças e o apoio da comunidade, que já entende a importância de "chamar a associação".
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Transporte: O grupo utiliza um caminhão alugado e conta com um veículo cedido apenas às quintas-feiras, o que ainda é insuficiente para o volume de material.
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Triagem: O material é separado "bonitinho" e comercializado com parceiros locais, como o Nivaldo Papel.
A Economia do Lixo e a Variação do Dólar
Um ponto curioso revelado por Cláudio Borges é como o mercado da reciclagem oscila conforme a economia global.
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Latinha: Cotada entre R$ 8,00 e R$ 9,00 o quilo.
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Plástico: Varia entre R$ 0,70 e R$ 1,00 o quilo.
O recurso arrecadado com a venda é dividido entre as instituições participantes. Segundo o presidente, a meta é conquistar um galpão próprio com maquinário pesado, o que permitiria carregar carretas inteiras e negociar diretamente com grandes empresas, aumentando a margem de lucro e a geração de empregos.
Reconhecimento e Futuro
Recentemente, o reconhecimento das ações de reciclagem em Feira de Santana tem ganhado destaque. Para Mestre Paraná, o foco agora é transformar esse reconhecimento em estrutura física. "Nosso intuito é ter um espaço nosso. Esse galpão vai gerar emprego, renda e trazer conhecimento para a população de Feira de Santana sobre como tratar o meio ambiente", concluiu.
Entrevista Completa
Jorge Teles e Claudio Borges - Presidente da Associação Ginga Recicla.
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