Trabalhadores dos Correios aderem à greve nacional em Feira de Santana
Categoria reivindica acordo sobre custeio do plano de saúde; paralisação é por tempo indeterminado, segundo dirigente sindical
Os trabalhadores dos Correios em Feira de Santana aderiram à greve nacional da categoria. Segundo Henrique Cássio, diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Estado da Bahia, a principal reivindicação dos funcionários está relacionada ao custeio do plano de saúde.
Em entrevista ao radialista Jorge Teles, na Rádio Subaé, Henrique afirmou que as negociações envolvendo a pauta da categoria se arrastam desde agosto, período da data-base dos trabalhadores. De acordo com o sindicalista, apesar de existirem outras reivindicações, a questão do plano de saúde é considerada prioritária.
“O mais importante para nós, o que realmente queremos, é o plano de saúde. É uma coisa que nós tínhamos e perdemos”, declarou.
Segundo Henrique Cássio, os trabalhadores reivindicam que os custos do benefício sejam compartilhados com a empresa. O dirigente afirma que a categoria não tem condições de assumir integralmente o valor cobrado pelo plano.
“Era para a empresa manter esses 50%, mas ela não quer manter. Ela quer que a gente pague o valor integral. Nós não temos estrutura nem condições de arcar com isso”, afirmou.
O representante sindical também destacou a importância da assistência médica para os funcionários e argumentou que os trabalhadores precisam ter condições de buscar atendimento de saúde quando necessário.
Em relação aos impactos da paralisação, Henrique informou que parte dos trabalhadores continua exercendo as atividades para atender à demanda da população. Segundo ele, a mobilização ocorre em âmbito nacional, com participação de sindicatos de diferentes estados.
A greve, conforme informou o dirigente, segue por tempo indeterminado enquanto a categoria busca um acordo sobre as reivindicações apresentadas, especialmente em relação ao plano de saúde.
“O sustentáculo dos trabalhadores dos Correios é o plano de saúde”, concluiu Henrique Cássio.
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